segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Logística limitada aumenta custos
Um planejamento logístico eficiente deve levar em consideração os custos e o tipo de carga para escolher que tipo de transporte deve ser utilizado. As mercadorias serão transportadas em caminhões, trem, navio ou em avião? No Rio Grande do Norte, contudo, a lista de opções é sempre limitada. As cargas que chegam ou saem do Estado precisam obrigatoriamente ser escoadas através das rodovias ou do Porto de Natal, tendo em vista que os transportes de carga ferroviário ou aeroviário são praticamente inexistentes no RN. Essa limitação aumenta os custos e retira competitividade do mercado potiguar.
Segundo dados de especialistas, o preço do frete significa em 64% dos custos com logística e ao mesmo tempo, quando bem gerido, pode resultar em lucro para o empreendedor. A situação de Natal, onde a esmagadora maioria das mercadorias é importada e exportada através de caminhões e carretas, se repete ao longo do país. O Brasil, como é sabido, solidificou sua opção pelo automóvel nos últimos anos e no transporte de cargas isso não é diferente. Cerca de 58% das cargas no país é transportada em rodovias. No Rio Grande do Norte, essa porcentagem é ainda maior. E isso tem um custo.
Há várias distorções por conta dessa utilização somente das estradas. O minério de ferro, por exemplo, vai de caminhão até o porto para que seja exportado. Pelas características da carga - muito volume e muito peso - o mais coerente seria um escoamento via linha férrea até o porto mais próximo. "Nós exportamos minério sobre rodas, o que é um absurdo. Isso encarece o produto, tira competitividade. É preciso mais planejamento", aponta a consultora na área de logística, Karla Motta. Além do caso do minério, há também as dificuldades na fruticultura, que precisa levar de caminhão os seus produtos até o Porto de Pecém, no Ceará, por conta de dificuldades na infraestrutura.
O presidente da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales, lamenta que existam tão poucas alternativas para o escoamento da produção no Rio Grande do Norte. "Uma carreta custa caro e tem uma capacidade baixa de transporte. Isso encarece a operação e dificulta a vida do empreendedor no Rio Grande do Norte.
Todo esse contexto pede mais urgência em seu enfrentamento justamente por conta da criação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. O novo aeroporto promete trazer, além de oportunidades de negócio, facilidades para todo o setor produto do Estado. Por sua vez, essa atração de investimentos só será possível a partir da construção de um malha de infraestrutura e logística. Não é possível pensar o novo aeroporto sem uma conexão com outros modais de transporte. Tanto o Porto de Natal quanto as linhas férreas, sem contar com as estradas, continuam fundamentais para o desenvolvimento do Estado.
O Aeroporto de São Gonçalo do Amarante fica "menor", caso esses outros modais não recebam investimentos. "Não concebo não haver uma ligação férrea na Região Metropolitana, indo até São Gonçalo. Também o Porto não tem espaço para abrigar mercadorias, o que torna necessário uma série de investimentos", diz Karla Mota, enfatizando que tudo isso precisa estar articulado com um plano de logística.
A avaliação de Karla Motta é que, nesse momento, é preciso planejamento. "O Governo já vem há muito tempo adiando a tomada de decisão a respeito da infra-estrutura em logística do Rio Grande do Norte. Se não investirmos, vamos continuar atrás de estados vizinhos, como o Ceará e Pernambuco", explica. A elaboração de um Plano Estadual de Logística é fundamental. "Outros estados já tem um planejamento claro desde 2004 e o Rio Grande do Norte ainda não fez nenhum", encerra.
Plano estadual precisa ser concluído e implementado
Em 2008, o Governo do Estado iniciou a confecção do plano, mas não houve conclusão. Os motivos alegados pela nova gestão, que assumiu no início do ano passado, vão desde a falta de pagamento à empresa vencedora da licitação até a falta de diálogo com órgãos hoje considerados importantes nessa discussão, como a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Segundo a secretária estadual de Infraestrutura, Kátia Pinto, haverá um novo convênio e o estudo para o Plano por sua vez será reiniciado.
Já existe a disposição do BNDES de financiar os estudos que darão origem ao novo plano. Ao mesmo tempo, a CNT manifestou o interesse de participar, mediante convênio, dessa elaboração. Ainda não há previsão para finalizar esse Plano e nem para oficializar o convênio. "O diálogo para a realização desse Plano está em curso, provavelmente com a Confederação Nacional dos Transportes", explica Kátia Pinto.
Um dos pontos já em discussão é justamente a ampliação do alcance do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), incluído no PAC 2 para atender a região entre Natal e Ceará-mirim. Há um pleito, tanto da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante quanto do Consórcio Inframérica, segundo informou Kátia Pinto, para a ampliação dessa rede até São Gonçalo do Amarante. A necessidade de ligação ferroviária no Rio Grande do Norte é muito maior. O minério produzido no Seridó, por exemplo, poderia ser escoado através de trem. Tudo isso será visto no Plano Estadual de Logística, de acordo com a secretária Kátia Pinto.
Contudo, o anúncio acerca do VLT não inclui a ampliação até São Gonçalo. Segundo fontes do Governo do Estado e da CBTU, essa ampliação ainda é uma intenção. Não há projeto e nem recurso assegurado para ampliar a oferta até a cidade onde estará o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. A prioridade é garantir a viabilização do VLT na linha já existente, até Ceará-mirim.
Mercado de Trabalho
A necessidade das empresas de manter um setor de logística adequado e eficiente faz com que o setor fique aquecido para o profissional. "A logística ganhou um novo status, porque temos no mercado uma situação nova, em que tudo tem de ser feito com mais rapidez e qualidade, além de oferecer um bom atendimento. E, nesse cenário, o papel do profissional é fundamental", diz Rafael Bassani, coordenador do curso tecnológico em Logística da Unisinos. O profissional é contratado para atuar no transporte de cargas, mas também em toda parte que envolve negociação, análise de mercado e planejamento. É requisitado ainda para trabalhar na área de importação, exportação e roteirização, ou seja, definir qual a rota a seguir para a entrega de cargas, otimizando tempo e custos. Ele encontra boas oportunidades em empresas de logística nacional e internacional e também em companhias dos mais diversos setores, como transporte, alimentício e vestuário, entre outros. Os grandes centros urbanos, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, constituem os melhores mercados. O Nordeste acena com boas perspectivas para os próximos anos.
Salário inicial: R$ 1.300,00 (fonte: profa. Hellen Fernanda Nunes, da UEG).
Salário inicial: R$ 1.300,00 (fonte: profa. Hellen Fernanda Nunes, da UEG).
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Entenda um pouco mais sobre Planejamento e controle de estoques
O estoque ocorre em operações produtivas porque os ritmos de fornecimento e de demanda nem sempre andam juntos. Os estoques são usados para atender às necessidades decorrentes das diferenças entre fornecimento e demanda na produção.
Todas as operações mantêm estoques de algum tipo. Os itens mantidos em estoques em diferentes operações vão variar consideravelmente em valor. Alguns tipos de operação, como os serviços profissionais, manterão níveis baixos de estoque, enquanto outras, como as operações de varejo ou armazéns, vão manter grandes quantidades de estoque de mercadorias para vendas.
Há quatro principais razões para manter estoque e, portanto, quatro tipos de estoque. São:
- Estoque isolador – também chamado de estoque de segurança, tem como propósito compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.
- Estoque de ciclo – ocorre porque um ou mais estágios na operação não podem fornecer todos os itens que produzem simultaneamente.
- Estoque de antecipação – Mais comumente usado quando as flutuações de demanda são significativas, mas relativamente previsíveis. Também pode ser usado quando as variações de fornecimento são significativas, como em alimentos sazonais enlatados.
- Estoque de canal de distribuição – existe porque o material não pode ser transportado instantaneamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.
O estoque pode ocorrer em diversos pontos dentro de uma operação. Em algumas operações, como uma loja de varejo, existe um estoque principal de bens, enquanto em outro extremo, por exemplo, há muitos pontos nos quais pode ocorrer estoque.
Há três tipos principais de decisões que os gerentes de produção precisam tomar em relação a planejamento e controle dos seus estoques. São:
- Quanto pedir cada vez que houver um pedido de reabastecimento de estoques;
- Quando pedir o reabastecimento de estoques;
- Como controlar o sistema de planejamento e controle de estoques.
A decisão de quanto pedir envolve equilibrar os custos associados à colocação de um pedido. Os principais custos de manutenção de estoques são usualmente relacionados ao capital de giro, enquanto os principais custos de pedidos são usualmente associados às transações necessárias para gerar informação para colocação do pedido.
A abordagem mais comum para determinar a quantidade de um pedido é a fórmula de lote econômico de compra. A fórmula do LEC pode ser adaptada para diferentes tipos de perfil de estoque, usando diferentes pressuposições de comportamento de estoque. Ela dá a quantidade ótima de pedido (custo mais baixo), mas a função que descreve os custos totais associados com uma política de pedidos é relativamente insensível a pequenos erros na estimativa dos custos.
A abordagem LEC para determinar a quantidade de pedidos tem sido sujeita a várias críticas. Essas críticas caem em três principais categorias:
- Que os pressupostos em relação à LEC são às vezes irrealistas;
- Que o custo real de estoque em termos de seus efeitos dentro de uma operação é muito maior que o suposto;
- Que o uso dos modelos tipo LEC de forma prescritiva parece enfatizar uma abordagem que considera muitos dos custos associados a pedidos como fixos, em vez de incentivar uma abordagem que tente reduzir ou melhorar custos.
A decisão de quando colocar um pedido torna-se importante quando a demanda é tratada como probabilística. Os pedidos são usualmente disparados para deixar certo nível de estoque de segurança médio quando o pedido chega. O nível de estoque de segurança é influenciado pela variabilidade tanto da demanda quanto do lead time. Essas duas variabilidades são usualmente combinadas nas variações do uso durante olead time (Tempo computado entre o início da primeira atividade até a conclusão da última, em série de atividades).
O uso do nível de ressuprimento como um gatilho para a colocação de um pedido de reabastecimento necessita da revisão continua dos níveis de estoque. Isso pode consumir tempo e ser caro. Uma abordagem alternativa é fazer pedidos de reabastecimento de tamanhos variáveis em períodos de tempos fixos.
Os gerentes devem discriminar diferentes níveis de controle, que eles aplicam a diferentes itens em estoque. A maneira mais comum de fazer isso é o que é conhecido como classificação de estoque ABC.
O estoque pode ser medido de diferentes formas. As mais comuns:
- Valor total do estoque;
- Cobertura de estoque proporcionada pelo estoque médio;
- Giro de estoque.
O estoque é habitualmente gerenciado através de sistemas de informações computadorizados sofisticados, que tem algumas funções, como atualização dos registros de estoque, geração de pedidos, geração de relatórios de status de estoque, previsão de demanda, relatórios comparativos como a curva ABC
domingo, 2 de setembro de 2012
O que faz um profissional de logística?
Um profissional flexível, disposto a trabalhar em horários alternativos e interessado no funcionamento de outras áreas da empresa é a pessoa ideal para atuar no setor de logística de fábricas, distribuidoras, atacadistas e varejistas do país.
O especialista em logística é responsável pela administração de materiais e recursos usados em uma empresa. Controla o estoque e a armazenagem, planeja a movimentação interna e a distribuição entre fábricas, centros de distribuição e varejo. Comunica-se com fornecedores e clientes e opera sistemas eletrônicos.
Com o mercado aquecido devido ao crescimento da economia, profissionais formados em administração, economia e engenharias em geral são procurados para a função. O objetivo é usar os espaços de armazenagem de materiais da melhor forma possível, planejar o transporte desses produtos, tudo de forma rápida e com custo baixo.
Segundo o gerente de operações logísticas da DHL Express, Amaury Vitor, indústrias farmacêuticas, o setor ferroviário e empresas de comércio eletrônico são algumas das áreas que mais recrutam especialistas em logística atualmente. “Essas são áreas que buscam profissionais especializados”, disse.
Quem entra na área em uma função especializada, no caso de conhecer um material, um processo industrial ou um produto, por exemplo, como os engenheiros, ganha mais no início de carreira. Enquanto um técnico e os formados em administração e economia entram na função com ganhos de dois a três salários mínimos, um engenheiro ganha de seis a oito salários mínimos, segundo Vitor.
Quem pretende trabalhar na área precisa ter conhecimentos em informática, para trabalhar com bancos de dados e sistemas, e tem de saber falar outras línguas, para se comunicar com fornecedores e clientes de várias partes do mundo.
Na DHL Express, Vitor é responsável pela distribuição interna de produtos entre os centros de distribuição da empresa. Trabalha em parceria com outros profissionais, como a gerente de engenharia e projetos especiais Roberta Zerbini, formada em engenharia de alimentos.
Roberta desenvolve projetos para clientes que precisam de soluções customizadas e cuida ainda do planejamento de rotas de distribuição e do tamanho das filiais e de espaços em aeroportos.
Outra profissional que atua na área de logística da empresa é Diana Oliveira, formada em direito, e responsável pela regularização dos serviços da empresa perante órgãos públicos, como a Receita Federal e a Infraero.
O que faz o profissional de logística?
É o responsável pela administração de materiais e recursos numa empresa, para otimizar o uso dos espaços e reduzir o tempo e o custo de cada processo. Controla o estoque e a armazenagem, planeja a movimentação interna e a distribuição entre fábricas, centros de distribuição e varejo. Comunica-se com fornecedores e clientes e opera sistemas eletrônicos.
Qual o perfil do profissional de logística?
Ser flexível, ter disponibilidade de horários e para viajar, gostar de trabalhar em equipes, saber outras línguas e ter conhecimentos de informática
Onde atua o profissional de logística?
Atua em fábricas, canais de distribuição, como portos, aeroportos, empresas de transporte, atacadistas e varejistas
O que estudar para ser um profissional de logística?
Hoje existem cursos técnicos em logísticas, tecnólogos (graduação tecnológica) ou mesmo bacharelados na área. Ainda é possível estudar Engenharias, Administração ou Economia.
Qual o salário inicial médio de um profissional de logística?
O salário varia com a região, o porte da empresa e a qualidade do profissional. Em termos gerais, para nível técnico, formados em cursos tecnólogos, administração ou economia o salário inicial será entre 2 e 4 salários mínimos (menor para cursos mais básicos, maior para os cursos mais avançados). Para graduados em engenharias, o salário inicial chega a ser de 6 a 8 salários mínimos
Cursos On-Line com certificação e gratuito.
Na site da Escola Virtual projeto da fundação Bradesco , qualquer pessoa pode esta se matriculando nos inúmeros curso que são disponibilizados on-line.A Escol@ Virtual é um portal de e-Learning dedicado a oferecer cursos a distância - via Internet e semipresenciais.
A Escol@ Virtual está à disposição de alunos e ex-alunos, educadores e colaboradores da Fundação Bradesco, além de pessoas da comunidade e desempregados que queiram obter uma nova especialização ou requalificação para o mercado de trabalho.
Assinar:
Postagens (Atom)